sábado, 5 de janeiro de 2013

Versos sem nome

Encontra-me emudecida a poesia.
Bate à porta e entra, dona de tudo,
Aflita, a querer interrogar-me à revelia.

Encontra-me indefesa e muda,
Depois de tantas idas e vindas,
Some.

Deixa-me os versos na boca.
O gosto daquilo que não deve ser dito,
Aquilo que a si mesma anuncia
Não tem nome.

Ao ver-me pálida, arredia,
Assustada perde-se a poesia,
Abandona-me.

7 comentários:

CARLA STOPA disse...

Adoro estar aqui...Matando a saudade...

Jota Effe Esse disse...

Abandonada? Que nada, está tão presente como tua alma! Meu beijo.

Liza Leal disse...

De um jeito ou de outro, a poesia se aconchega com seu brilho.

Obs:
estou enviando à todos os amigos, músicas do cd que gravei recentemente. Se quiser ouvir, mande-me seu end. de email, please!

bjo de luz
.
LiZa

Alice disse...

E ela faz o que quer de nós.

valeria soares disse...

Muito bom!!!!!!!!!!

Fred Caju disse...

Há fases e fases.

Dias, Anderson disse...

Como sempre magnífica na arte das palavras!

Boa noite!!